Alopecia Areata, o que é e como tratar

By | Agosto 8, 2016

Alopecia areata tem como característica criar regiões limitadas de calvície no centro do couro cabeludo, a alopecia areata é uma das situações mais difíceis de resolver, porque a informação que se tem dela é muito limitada, ou seja, o conhecimento sobre ela é muito pouco e não se tem certeza de como ela realmente funciona. Alopecia areata costuma se mostrar com mais frequência entre o final da infância e o início da fase adulta, porém, pode atingir mulheres e homens de qualquer idade. Acredita-se que aproximadamente 2% da população tem este problema.

Lutar com uma situação de queda de cabelos que aparece de improviso, avança com muita rapidez e tem evolução imprevisível (pode voltar a normalidade sozinho, pode aumentar, pode voltar no futuro) pode gerar uma carga emocional pesada para quem é afetado. Se é o seu caso, fique calmo: nesse artigo, vamos apresentar as diferentes opções que existem para que você possa desviar o problema e poder levar uma vida normal.

alopecia-areata

O que causa a alopecia areata?

Acredita-se que o distúrbio é gerado por uma disfunção do sistema imunológico, que começa a atacar os folículos capilares em fase de crescimento (fase anágena) como se eles fossem um agente invasor do corpo. Com isso são criadas uma ou mais regiões localizadas de calvície, que podem se revigorar naturalmente depois de algumas semanas. Os lances podem ser repetidos muitas vezes durante a vida do ser humano.

Grande parte dos fatos acontece no couro cabeludo, porém, as áreas calvas podem aparer também na barba, nas sobrancelhas, cílios ou em qualquer região do corpo que tenha pelos. É provável que apareça mais de um foco de calvície ao mesmo tempo. Em casos mais extraordinários, o quadro pode seguir por todo o couro cabeludo (alopecia total) ou até mesmo abalar todos os pelos do corpo (alopecia universal).

Aparentemente há uma predisposição genética para a alopecia areata (pessoas que têm parentes com a mesma situação têm mais chances de tê-la). Pessoas que tenham outras doenças autoimunes (como doença de Graves, tireoidite de Hashimoto,artrite reumatoide, esclerose múltipla, dermatite atópica, lúpus eritematoso, psoríase evitiligo) também parecem mais inclinados a manifestá-la. Em algumas situações aparecem alterações na formação das unhas (aparecimento de marcas e irregularidades na textura das unhas, como se fossem arranhões ou pequenos furos).

Ainda não se sabe com certeza quais são os fatores que podem disparar um quadro de calvície, porém, muitos especialistas acreditam que circunstâncias de stress e traumas emocionais devem ter um papel fundamental.

Tratamentos da alopecia areata

Grande parte dos episódios que não abrangem regiões muito extensas do couro cabeludo podem ser resolvidas normalmente com naturalidade, é difícil avaliar com certeza a eficácia de alguns dos tratamentos disponíveis na atualidade.

Os tratamentos atuam na recuperação das regiões atingidas, porém, nenhuma das alternativas disponíveis atualmente é capaz de evadir que novos episódios ocorram no futuro. A grande vantagem é que, ainda estando calvas, as regiões alvejadas permanecem com os folículos capilares vivos e são capazes de voltar a gerar novos fios no futuro (distinto dos casos de alopecia cicatricial, que podem chegar a incapacitar permanentemente os folículos).

Um dos prováveis tratamentos é feito com corticosteróides, por médio de injeções na região afetada (a cada 4 ou 6 semanas) ou da utilização de cremes (que costumam tardar mais que as injeções para fazer efeito). As substâncias agem paralisando a inflamação na base dos fios, que fazem com que eles voltem a crescer naturalmente. O tratamento com corticosteroides orais não é muito indicado, porque a concentração necessária para estimular qualquer efeito nos cabelos costuma ser considerada alta, o que aumenta as chances de gerar efeitos colaterais importantes e inviabiliza o uso prolongado.

Algumas pessoas tem excelentes resultados com a utilização de loções de minoxidil (substância de ação vasodilatadora) ou antralina (medicamento normalmente utilizado no tratamento de psoríase) nas regiões afetadas, mas ainda não se tem certeza de como essas substâncias agem na melhoria dos folículos capilares. Seu uso é mantido até que os cabelos se restabeleçam, e em algumas situações elas são usadas em combinação entre si ou com as aplicações de corticosteroides.

Nos casos mais evoluídos, a imunoterapia tópica é considerada uma das mais ótimas opções. São aplicadas substâncias irritantes no couro cabeludo, com o intuito de induzir uma dermatite alérgica leve. A inflamação atrai novos linfócitos (células de defesa do organismo) para a região, diferentes daqueles associados à alopecia, e por mecanismos ainda que não são completamente compreendidos, isso faz com que os cabelos parem de ser atingidos e possam se recuperar. Estima-se que de 55 a 65% dos pacientes tenham excelentes resultados com a imunoterapia, e as possibilidades de sucesso são melhores quando a área afetada é pequena.

Nunca é demais recordar: qualquer tratamento para queda de cabelo deve ser sempre prescrito e acompanhado pelo seu médico, ele vai qualificar o seu caso específico, seu quadro de saúde, analisar prováveis interações medicamentosas, etc. NUNCA JAMAIS use qualquer medicamento por conta própria.

Outras opções

Outra opção para quem tem uma região calva muito perceptível, porém, prefere aguardar pela recuperação espontânea, é a utilização de uma prótese capilar até que os fios naturais voltem a nascer. Ela pode ser habituada para o formato certo da região calva, aderida com adesivos especiais e cortada/tingida no mesmo padrão que o cabelo natural do usuário, permitindo que todas as atividades normais (se exercitar, nadar, lavar os cabelos) sejam realizadas sem que ela precise ser removida (saiba mais sobre próteses capilares aqui).

É importante considerar também a saúde emocional do paciente, já que ela também pode afetar na ocorrência e resolução dos episódios de calvície. Terapia com psicólogos,meditação, acupuntura e outros métodos podem até não te convencer no começo, mas basta ver os depoimentos de quem já testou pra perceber que os resultados podem ser surpreendentes!

Aliás, esse é um dos recursos que mais pode ajudar: conversar com outras pessoas que têm o mesmo problema. Por mais que a família, os amigos e conhecidos estejam dispostos a nos dar apoio, pode ser frustrante não ter ninguém que já tenha passado pelo mesmo que você pra trocar experiências, impressões sobre os tratamentos, ou só mesmo pra desabafar. Se você é de São Paulo, o AAGAP – Grupo de Apoio aos Pacientes com Alopecia Areata pode ser uma boa opção – eles também têm uma página no Facebook.

Uma pergunta para você:

Você sofre com alopecia areata? Já testou algum tratamento? Como foi a sua experiência? Conte pra gente nos comentários!

One thought on “Alopecia Areata, o que é e como tratar

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